Ora, da boca e da montanha. Pétrea, da geologia das vozes-corpos. Esta performance surge da colaboração entre o que temos chamado “humano” e o que chamamos “pedras”. Nesta forma de fazer e pensar em conjunto, a partir da condição quebrada da mítica Echo, questionamo-nos sobre as possibilidades de nos devirmos pedra e, assim, também nos devirmos vozes telúricas. Ora Pétrea é uma tentativa de soar e de dizer, questionando e refletindo sobre as narrativas da utilidade, das vozes e das línguas num sistema capitalista-patriarcal: o que pode ser pedra e voz? Que possibilidades temos de ouvir e de soar? O que pode as vozes e os corpos? Como podemos dizer-nos? Nesta (con)vocação, sons e memórias fissuradas se desdobram na tentativa de serem ouvidas. Esta experiência performativa convida a uma escuta linguada, ao magma sonoro, à palavra dislocada. Ora Pétrea faz parte da investigação artística do doutoramento de Soledad: «Re-vocalizar a Eco: construção de narrativas feministas corpo-vocais a partir do pensamento e da prática pós-humanista» / Doutoramento em Estudos de Teatro e Performance FLUL. Este trabalho é apoiado pela FCT - Fundação para a Ciência e Tecnologia, I.P., com a referência do projeto 2023.00720.BD e o identificador DOI https://doi.org/10.54499/2023.00720.BD.
Data: 19 a 20 de Junho de 2026
Local: Espaço Alkantara
Organizadores: RAIA [Rede de Apoio à Investigação Artística] - Centro de Estudos de Teatro [CET]




