A comemoração do cinquentenário da Revolução dos Cravos, celebrado em 2024, foi marcado por uma série de iniciativas promovidas pelos setores científico, artístico e político que chamaram a comunidade a refletir sobre a importância histórica desta data. Neste contexto, ainda a tempo de contribuir com os debates que foram suscitados em Portugal, França, no Brasil e em alguns países africanos de língua oficial portuguesa, organizamos o dossiê intitulado Arte e Revolução: De que Cor são os Cravos Vermelhos de Abril? Este pretende reunir contribuições que analisem os testemunhos que a música, o teatro, a literatura, o cinema, a performance, entre outras formas de manifestação artística, deixaram na história sobre este específico e complexo período que, em Portugal, é inaugurado pela Revolução dos Cravos, e que se estende até meados de 1976, no chamado “Processo Revolucionário em Curso”. Considerando que, a partir da Revolução dos Cravos, entre a alegria do presente, a esperança do amanhã e o remorso do passado, os artistas portugueses precisaram aprender a lidar com a liberdade recém-conquistada, percebendo que, neste contexto, as questões a ganharem voz através da arte eram outras, queremos abordar questões como: O que se altera na relação que até então existia entre as artes e a política? De que modo as diferentes formas de manifestação artística existentes em Portugal abordaram as novas temáticas que estavam agora no centro da esfera política portuguesa? Como a arte e os artistas refletiram/reagiram à própria ideia de revolução em curso? Que ecos artísticos Abril desencadeou na esfera internacional? E, ainda, como os artistas dos novos países em África (Guiné-Bissau, Cabo Verde, S. Tomé e Príncipe, Angola e Moçambique), até então submetidos ao colonialismo, terão equacionado as premissas da luta, libertação, revolução e independência?
Prazo: até o dia 30 de junho de 2025.
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