AS OBRAS DE GIL VICENTE, volumes I, II, III, IV e V Lisboa, imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2002

AS OBRAS DE GIL VICENTE, volumes I, II, III, IV e V Lisboa, imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2002

Cerca de trinta anos após a sua morte, os filhos, Parda e Luís Vicente, fazem publicar um volume, já projectado pelo autor, que reúne parte significativa dos textos das suas obras – a Copilação de Todalas Obras de Gil Vicente, impressa em Coimbra e Lisboa por João Álvares, em 1562. Raros são os textos publicados em folheto, e em vida de Gil Vicente, de que hoje conhecemos exemplares: Barca do InfernoMaria PardaInês PereiraHistória de DeosRessurreição de Cristo e Festa, e destes só o último não está também incluído na Copilação.

Quinhentos anos depois da primeira representação, a INCM e o Centro de Estudos de Teatro da Faculdade de Letras de Lisboa preparam, com coordenação de José Camões e uma equipa de investigadores do Centro, a edição das Obras em cinco volumes. Reúne-se a obra em dois volumes de formato amplo, apenas com as notas de edição. No terceiro e quarto volumes surgirão os fac-símiles das edições quinhentistas (a Copilação de 1562, num, e a de 1586 e os folhetos avulsos, noutro). Um quinto volume conterá as notas filológicas e complementares para a compreensão dos textos, índices diversos (de personagens, de figuras históricas e mitológicas, de textos citados), um glossário e uma bibliografia.

Trata-se de produzir no século XXI uma edição dos autos resultante de rigorosa pesquisa filológica e da investigação sistemática da bibliografia vicentina; de oferecer à leitura a transcrição da obra seguindo critérios que permitam restaurar condições de produção dos autos no seu momento histórico. Desta forma se pretende recuperar a memória das acções teatrais que os viram nascer, privilegiando nos textos a sua especificidade de objectos de teatro, dando conta do que poderá ter sido a realidade fonética na época do autor, utilizando, tanto quanto possível, a norma ortográfica vigente em 2002.

Garcia de Resende disse de Gil Vicente: foi o que inventou isto cá e o usou com mais graça e mais doutrina.

Ano de publicação: 2002

Investigadores



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